ADICIONANDO O PRODUTO AO CARRINHO

BLOG

Como comer e beber bem é com a gente, esta semana vamos falar de uma harmonização bem especial que recomendamos: Alheira + Heilige Red Ale, cerveja que está nos nossos kits Gambrinus e Hapi de Julho.

Não muito conhecida por aqui, mas típica da culinária portuguesa, a alheira é um embutido defumado em formato de ferradura e cilíndrico, que tem em seu interior uma espécie de pasta formada por diversos tipos de carne, pão e condimentos. A mais famosa das alheiras é a oriunda de Mirandela, na região de Trás-os-Montes, frequentemente considerada a de melhor qualidade e tendo sido nomeada uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal.



A alheira pode ser consumida grelhada, frita ou assada e normalmente é acompanhada de batatas cozidas e legumes da época ou então com batatas fritas, arroz e ovo frito. Aqui no Brasil, em alguns bares, também costuma ser saboreada como aperitivo, quando é servida junto com fatias de pão.

Mas como surgiu a alheira portuguesa? A hipótese mais aceita e difundida é a de que ela foi inventada no final do século 15 por judeus que se instalaram no interior de Portugal depois de terem sido expulsos da Espanha pelos reis católicos. Lá, para não serem perseguidos pela Inquisição, teriam que fingir que consumiam normalmente carne de porco (animal proibido na religião judaica) e, por isso, criariam um tipo de chouriço apenas com outras carnes (vitela, coellho, peru, pato etc.) - e massa de pão, para dar consistência. A receita teria, então, conquistado o paladar dos cristãos, que depois incorporaram a carne de porco à versão original. 

Quem estiver de passagem por Portugal, portanto, não pode deixar de conhecer e degustar uma alheira, acompanhada, claro, de uma boa cerveja. Portugal tem uma tradição em vinhos, porém a cerveja artesanal tem ganhado força e eles possuem muita coisa de qualidade.

A história da cerveja em Portugal é bastante antiga. Muitas tribos que por lá passaram produziam bebidas que podem ser consideradas parentes afastadas das cervejas. Estudos arqueológicos recentes demonstram que os Lusitanos bebiam uma espécie de cerveja de cevada, pois o vinho era apenas usado em festins. Mais tarde, com a conquista levada a cabo por D. Afonso Henriques e terminada pelos seus descendentes, se implantou uma cultura que possibilitava a produção e consumo de cerveja.

Antes de qualquer prova segura relativa à produção de cerveja em Portugal, há pelo menos registos que atestam o seu desembarque nos portos de Lisboa e Porto, proveniente do Norte da Europa. Assim, um documento menciona que no ano de 1402 teria chegado um carregamento de 2 tonéis de cerveja alemã a Lisboa; já em 1437 chega também a Lisboa uma outra embarcação com origem no porto báltico de Danzig que, entre outros artigos, trazia cerveja.

A cerveja entrou tarde no gosto dos portugueses, devido a grande concorrência com o vinho, e em alguns anos era vinda de fora e consumida apenas por estrangeiros! Contudo, em documentos de 1710 já se fala novamente na produção de cerveja e os registos de entradas de mercadorias nos portos nacionais refletem a importação de cerveja de vários pontos da Europa.

Na era moderna da indústria cervejeira portuguesa, duas empresas ganham destaque: a Centralcer e a Unicer.

Muito recentemente, no ano 2000, surgiu mais uma marca portuguesa no mercado, a Tagus, fabricada pela Cereuro, em Viseu. Esta empresa faz parte do Grupo Sumol e, para além da Tagus, produz também a Magna e a bem conhecida Grolsch.

Atualmente, o mercado nacional é dominado pelos dois grandes fabricantes: a Unicer e a Centralcer, os quais controlam aproximadamente 90% do setor. Possuem diferentes marcas que ocupam os vários segmentos de mercado, desde marcas regionais como a Clok, passando pelas cervejas sem álcool Jansen, Cheers, Twin e Zer0%, cervejas mais populares como a Sagres, Superbock e a Cristal e cervejas de gama mais elevada como a Carlsberg ou a Bohemia. Comercializam também cerveja em barril para consumo imediato. O consumo em Portugal continua a crescer e as empresas vão lançando novos produtos, capazes de satisfazer os consumidores habituais e aqueles a quem uma cerveja clássica não satisfaz. Exemplo disso é o surgimento de estilos de cerveja diferentes daqueles a que estamos habituados, nomeadamente a Sagres Bohemia, a Cristal Weiss ou a Cintra Mulata, entre outras. 

Para aqueles que não irão a Portugal tão cedo, segue uma receita para fazerem sua alheira em casa.

Ingredientes:
1 cebola grande 
1 frango grande 
1 cabeça de porco desossada
1 quilo de músculo bovino
1 paio 
1 gomo grande de linguiça de pernil 
7 pães italianos médios
2 xícaras (sopa) de óleo
1 colher (sobremesa) de pimenta do reino moída na hora 
1 colher (sobremesa) de pimenta dedo de moça moída
6 litros de água 
Sal a gosto 
1 colher (chá) de canela em pó

Modo de preparo:
Cozinhe tudo junto (com exceção dos pães), colocando a linguiça e o paio por último.
Depois de cozido, retire a pele do frango e pique tudo na ponta da faca, ou seja, bem miudinho.
Corte os pães em quadradinhos com miolo e casca, junte-os com as carnes e vá adicionando a água aos poucos, mexendo com uma colher de pau.
Aqueça o óleo e frite alguns dentes de alho nele. Depois retire os dentes de alho, despeje o óleo sobre a "massa", que não pode ficar encharcada nem seca.
Importante: embuta as tripas com a massa ainda quente.

Como defumar:
Em uma churrasqueira, coloque carvão e ateie fogo. Assim que a brasa ficar com cinzas por cima, pendure os gomos de alheiras. Deixe defumando de um dia para outro, sem acrescentar mais carvão.

Para acompanhar, nossa sugestão é abrir a sua Heilige Red Ale – presente na seleção deste mês, nos kits Gambrinus e Hapi. As notas de dulçor tanto da cerveja quanto da massa se assemelham e acentuam, além do amargor médio intensificar a picância e controlar a gordura, tornando ainda mais saboroso! 

Agora é só abrir a sua Heilige Red Ale e bom apetite! Ainda não assina o CluBeer? Então saiba mais clicando aqui.

--

Saiba mais sobre cervejas super premium aqui: http://vidahetero.com.br/top-10-cervejas-de-luxo/

cerveja

AVALIAÇÃO: