ADICIONANDO O PRODUTO AO CARRINHO

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Que o lúpulo e a cerveja formam uma dupla imbatível todos já sabem. O que a maioria não deve saber é que eles estão juntos há tantos anos. Há registros de que ele foi usado a primeira vez na cerveja no século XI, em região onde hoje é a Alemanha, por Hildegard of Bingen. O lúpulo foi introduzido nas cervejas da Inglaterra no início do século XVI, e, no caso dos Estados Unidos, o cultivo começou em 1629, no estado de Washington, mas somente no século XVI se tornou o tempero mais aceito para cerveja.

De origem trepadeira, atinge de 5 a 7 metros de altura. É preciso apenas uma pequena quantidade na receita da cerveja: 40 a 300 gramas para produzir 100 litros e tornar a bebida cerveja, de fato. Aliás, o lúpulo é um dos pontos que diferem a cerveja das demais bebidas. Sua presença não altera o teor alcoólico nem o corpo, ele é essencial para garantir o amargor e aroma, características principais do estilo. Antes de descobrirem as suas utilidades, os cervejeiros amargavam a cerveja com flores, folhas, cascas de árvores, raízes, temperos e uma série de ingredientes estranhos, eram as chamadas gruits.  As combinações de ervas tradicionais foram abandonadas quando se verificou que cervejas produzidas com lúpulo eram menos vulneráveis a deterioração. O lúpulo veio com grande vantagem, pois além de ser mais eficaz na conservação também era abundante nas regiões cervejeiras por viver bem em regiões frias e de pouca umidade. 

O lúpulo era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Foi assim que um estilo particular de cerveja surgiu, o India Pale Ale (IPA). Na virada do século XVIII, os cervejeiros britânicos começaram a enviar cerveja com muito lúpulo adicionado aos barris para preservar a bebida durante a viagem de vários meses para a Índia. No final da viagem, a cerveja acabava adquirindo grande intensidade de aroma e sabor de lúpulo, características perfeitas para satisfazer a sede do pessoal nos trópicos.

 

O lúpulo é extraído da planta Humulus lupulus, encontrada naturalmente na China. De toda a plantação e produção ao redor do mundo, 95% são utilizados na indústria cervejeira, e o restante é aplicado na produção de medicamentos fitoterápicos, chás e suplementos dietéticos.

Atualmente, os principais centros de produção estão na Alemanha, EUA, China e República Tcheca, que reúnem 80% da produção mundial. Nova Zelândia é referência na produção de lúpulo orgânico e tem crescido a passos largos, assim como a Argentina.

O lúpulo é utilizado largamente nas cervejarias, proporcionando diversos benefícios, incluindo o balanceamento do sabor adocicado do malte com amargor, contribuindo com uma grande variedade agradável de sabores e aromas e ainda possuindo um efeito antibiótico que favorece a atividade do fermento cervejeiro sobre micro-organismos indesejáveis. Se usado durante a fervura, oferece o tão conhecido amargor. Para garantir seus aromas frescos, é utilizado no final do processo, uma vez em que não há oxidação e assim perda dos aromas, que são voláteis. Para os apaixonados por lúpulo, ainda há o processo de dry-hopping, onde ele é adicionado na etapa de fermentação, ou seja, estágio final que precede ao gole. Tal procedimento, garante uma potencialização das características aromáticas da planta, que variam conforme a qualidade, mas geralmente oferecem aromas como florais, comuns nas cervejas alemãs, cítricos e resinosos - escola americana- e herbais e terrosos, comumente na escola inglesa. No entanto não é uma regra.

As cervejas lupuladas estão cada vez mais ganhando espaço nas prateleiras e no paladar do brasileiro. Para ajudar na hora da escolha, em muitos rótulos há o IBU – índice internacional de unidades de amargor -  com isto é possível determinar o “quão amarga” é uma cerveja. Nesta escala, quanto maior for o IBU, mais amarga. Uma IPA tradicional tem em média entre 40 e 60 IBUs, o que para muitos, já é considerada amarga.

Dizem as pesquisas que depois dos 100 IBUs o palato humano não percebe mais diferenças, mas quem sabe tamanha carga de lúpulo realmente não provoque ao menos alguma percepção diferente quanto ao aroma e sabor? Só bebendo para saber!

Não sabe por onde começar? Conheça nossa sugestão com 3 rótulos internacionais dentro do estilo IPA’s, que compõe um kit incluindo ainda um copo específico para o estilo lupulado.

Kit Degustação IPA

 

 

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